
Há poucos dias, minha sobrinha adolescente foi a um show no Rio. Chegou em casa mais parecendo que tinha sido pintada de dourado. Uma aura de alegria lhe rodeava todo corpo e nesse contentamento deu-me um abraço precioso e difícil de esquecer. Como não é dada a explosões emocionais, fez-me parar e refletir.
O que é isso? O que acontece dentro da gente quando nos sentimos felizes? Que tipo de reação química desperta essa alteração tão gratificante de sentir? E por que será que não nos sentimos assim com mais freqüência?
Lembrei de minha infância e de como o mundo era leve. Não fui criança dada a andar em bandos, gostava da solidão e da liberdade de fazer as coisas no meu tempo e do meu jeito.
Lembrei-me de horas gastas brincando de bonecas, descobrindo novas aventuras, imaginando histórias particulares ou simplesmente sentindo a água da piscina manter meu corpo numa temperatura agradável. Muitas foram as imagens que vieram à minha cabeça, todas trazendo uma sensação extremamente confortável de estar no momento, completa, inteira, livre de preocupações ou responsabilidades.
Com o nascer da adolescência, tudo mudou. Não recordo momentos assim tranqüilos nesse período. Parece que algo se quebrou e o que vem é uma sensação de eterna ansiedade. Como foi complicado entrar no mundo dos adultos. Chego a achar graça, porque parece que foram anos tentando caber numa roupa herdada de alguém bem maior que eu. E ainda devo confessar que tive esperanças de fazer isso sem perder a pose.
Sobrevivi. E entrei na idade adulta. Que será que isso quer dizer? E o que aconteceu com a capacidade de ser feliz?
Bem, após um bom mergulho no caminho já trilhado, fico orgulhosa em perceber que de alguma forma não perdi o rebolado. Ao contrário! Hoje, sou dona da felicidade. Traduza-se felicidade em: estar no momento, leve, solta, confiante e confortável naquilo que sou. Um contentamento interno que me faz saborear os acontecimentos, uma capacidade de expressar minha verdade e fluir com os desejos de meu coração com uma inocência consciente. Natural como uma criança e responsável como uma mulher. Talvez, soe pretensioso, juro que não é. É apenas o fruto de muitos anos buscando curar um coração partido e perdido.
Nesse mundo em que estamos vivendo não é fácil se manter feliz. Até porque aprendemos que a felicidade é conseqüência daquilo que conquistamos. Nada pode ser mais mentiroso. Se ficarmos esperando o par ideal, a casa dos sonhos, o salário de muitos dígitos ou o carro da moda, para sermos felizes... Provavelmente, morreremos sem chegar lá. De tudo que vivi uma coisa ficou bem clara, a felicidade só acontece quando SOMOS!!!! Não importa quão materialmente rico você seja, se não for capaz de estar 100% conectado consigo próprio, será apenas alguém que possui muitas coisas. Ser feliz é uma qualidade que nasce conosco e é podada pelas regras da sociedade. É como a semente que desabrocha e se encanta com o mar de possibilidades à sua frente, mas ao invés de crescer e atingir seu máximo sucumbe se deixando podar e na melhor das hipóteses se transforma em um raro Bonsai. Não invalido a beleza do mesmo, mas que a verdade seja dita, não passa de uma alma aleijada. E não importa quantos você plante, jamais serão capazes de alimentar o planeta.
Sendo assim, felicidade nasce e cresce paralelamente a sua capacidade de ser verdadeiro, íntegro, real! Não é algo que se conquista, é algo que se desenvolve. É um resgatar, um rever a vida com olhos curiosos, uma fé na perfeição do fluxo de acontecimentos e acima de tudo uma coragem de se mostrar despido e por inteiro sendo apenas o que se é. E então, descobrir-se maravilhado com a simplicidade de estar entregue ao milagre que é viver!
O que é isso? O que acontece dentro da gente quando nos sentimos felizes? Que tipo de reação química desperta essa alteração tão gratificante de sentir? E por que será que não nos sentimos assim com mais freqüência?
Lembrei de minha infância e de como o mundo era leve. Não fui criança dada a andar em bandos, gostava da solidão e da liberdade de fazer as coisas no meu tempo e do meu jeito.
Lembrei-me de horas gastas brincando de bonecas, descobrindo novas aventuras, imaginando histórias particulares ou simplesmente sentindo a água da piscina manter meu corpo numa temperatura agradável. Muitas foram as imagens que vieram à minha cabeça, todas trazendo uma sensação extremamente confortável de estar no momento, completa, inteira, livre de preocupações ou responsabilidades.
Com o nascer da adolescência, tudo mudou. Não recordo momentos assim tranqüilos nesse período. Parece que algo se quebrou e o que vem é uma sensação de eterna ansiedade. Como foi complicado entrar no mundo dos adultos. Chego a achar graça, porque parece que foram anos tentando caber numa roupa herdada de alguém bem maior que eu. E ainda devo confessar que tive esperanças de fazer isso sem perder a pose.
Sobrevivi. E entrei na idade adulta. Que será que isso quer dizer? E o que aconteceu com a capacidade de ser feliz?
Bem, após um bom mergulho no caminho já trilhado, fico orgulhosa em perceber que de alguma forma não perdi o rebolado. Ao contrário! Hoje, sou dona da felicidade. Traduza-se felicidade em: estar no momento, leve, solta, confiante e confortável naquilo que sou. Um contentamento interno que me faz saborear os acontecimentos, uma capacidade de expressar minha verdade e fluir com os desejos de meu coração com uma inocência consciente. Natural como uma criança e responsável como uma mulher. Talvez, soe pretensioso, juro que não é. É apenas o fruto de muitos anos buscando curar um coração partido e perdido.
Nesse mundo em que estamos vivendo não é fácil se manter feliz. Até porque aprendemos que a felicidade é conseqüência daquilo que conquistamos. Nada pode ser mais mentiroso. Se ficarmos esperando o par ideal, a casa dos sonhos, o salário de muitos dígitos ou o carro da moda, para sermos felizes... Provavelmente, morreremos sem chegar lá. De tudo que vivi uma coisa ficou bem clara, a felicidade só acontece quando SOMOS!!!! Não importa quão materialmente rico você seja, se não for capaz de estar 100% conectado consigo próprio, será apenas alguém que possui muitas coisas. Ser feliz é uma qualidade que nasce conosco e é podada pelas regras da sociedade. É como a semente que desabrocha e se encanta com o mar de possibilidades à sua frente, mas ao invés de crescer e atingir seu máximo sucumbe se deixando podar e na melhor das hipóteses se transforma em um raro Bonsai. Não invalido a beleza do mesmo, mas que a verdade seja dita, não passa de uma alma aleijada. E não importa quantos você plante, jamais serão capazes de alimentar o planeta.
Sendo assim, felicidade nasce e cresce paralelamente a sua capacidade de ser verdadeiro, íntegro, real! Não é algo que se conquista, é algo que se desenvolve. É um resgatar, um rever a vida com olhos curiosos, uma fé na perfeição do fluxo de acontecimentos e acima de tudo uma coragem de se mostrar despido e por inteiro sendo apenas o que se é. E então, descobrir-se maravilhado com a simplicidade de estar entregue ao milagre que é viver!
Nenhum comentário:
Postar um comentário