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domingo, 15 de janeiro de 2012

Sabedoria Masculina


"O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada."
Osho



"Pensar é mais interessante que saber, mas menos interessante que olhar."
Goethe



"Está bem na sua frente. Neste momento a coisa inteira lhe é entregue."
Lao Tzu


"Tenha a atitude indômita de um herói e o coração terno de uma criança."
Mestre Zen


"O tolo que sabe que é um tolo é assim muito mais sábio. O tolo que pensa que é sábio é realmente um tolo."
Buda


"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas."
Confúcio


"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."
Nietzsche


"A tradição é a personalidade dos imbecis."
Einstein


"Uma vida não questionada não merece ser vivida."
Platão


"Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos."
Pitágoras


"Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas."
Voltaire


"A espécie de felicidade de que preciso não é fazer o que quero, mas não fazer o que não quero."
Rousseau


"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."
Shakespeare


"A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre."
Oscar wilde


"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."
Chaplin


"A experiência nunca falha, apenas as nossas opiniões falham, ao esperar da experiência aquilo que ela não é capaz de oferecer."
Da vinci


"É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver."

Luther King


"Na verdade, só existe prazer no uso e no sentimento das próprias forças, e a maior dor é a reconhecida falta de forças onde elas seriam necessárias."
Schopenhauer

Sabedoria Feminina


“O desenvolvimento pessoal é um compromisso muito mais elevado do que o sacrifício pessoal. O que mais atrasou e trabalha contra o desenvolvimento feminino é o auto-sacrifício.”
Elizabeth Stanton

“A elegância é algo inato. Não tem nada a ver com o fato de estar bem vestida.”
Diane Vreeland

“Os problemas fazem parte da vida e, se não os compartilhar, não dará à pessoa que você ama suficiente oportunidade de amá-la de maneira suficiente.”
Dinah Shore

“A melhor herança que você pode deixar a uma criança é permitir-lhe traçar seu próprio caminho e percorrê-lo por completo com seus próprios pés.”
Isadora Duncan

“Amar uma criança não significa dar-lhe tudo o que desejar; amá-la é ajudá-la a encontrar o melhor de si mesma, ensiná-la a amar o que é difícil.”
Nadia Boulanger

“Sorte? Não sei nada acerca da sorte. Jamais depositei nela nenhuma fé e temo as pessoas que assim o fazem. A sorte, para mim, é algo diferente: trabalhar muito e compreender quando se apresenta uma oportunidade e quando não.”
Lucille Ball

“Se você obedecer a todas as regras, perderá toda a diversão.”
Katherine Hepburn

“Não é fácil achar a felicidade em nós mesmas. E é impossível encontrá-la em outra parte.”
Agnes Repplier

“Nada pode satisfazê-la, se você não estiver satisfeita consigo mesma.”
Lady Mary Montagu

“Não se dê por vencida ao tentar fazer aquilo que realmente quer. Se houver amor e inspiração, creio que você não pode errar.”
Ella Fitzgerald

“A vida se encolhe ou se expande em proporção à própria coragem.”
Anais Nin

“Quando se achar num lugar muito estreito e tudo parecer voltar-se contra você mesma, até o ponto em que acreditar que não poderá suportar nem mais um minuto, jamais se renda, porque esse é exatamente o lugar e o momento em que a maré mudará.”
Harriet Stowe

“...E o problema é que, se você não arriscar nada, arriscará ainda mais.”
Erica Jong

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Belos e sábios


Belos e sábios


"O que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro..."

Belos e sábios


‎"No momento em que nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge ao nosso favor. Como resultado da atitude, seguem todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum ser humano jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém em si mesma, o poder, o gênio e a magia.”
J. Goethe

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Belos e sábios



"O segredo da vida não é o que acontece com você, e sim, o que você faz do que acontece com você." 
Norman Vincent Peale

sábado, 19 de março de 2011

O livro das Atitudes - Capítulo I


A experiência de singularidade
Aqui encontramos exatamente as qualidades, as características e o modo específico com os quais uma pessoa se separa, se individualiza, se discrimina do vácuo, do confuso, do outro. De tudo que não seja ela. Para que encontre tudo aquilo que a torne um setor individual, tem que começar por separar daquilo que não seja ela: “Isso sou eu... isso é o outro... eu não sou isso, eu não faço assim...”
Todo ser humano já tem que começar a recortar sua individualidade e se diferenciar de imediato do resto à sua volta. Isto é o que o torna singular. Nesta experiência tudo que denota e aponta para aquilo que se sobressai no indivíduo, o imediatamente à mostra de fácil reconhecimento, deve ser valorizado, mostrado e ressaltado. Como uma etiqueta em uma caixa, o nome do produto numa prateleira, a marca em uma embalagem. É algo que se nomeia, inscrito de forma a permitir uma fácil leitura. Algo que não se esconde, não mostra o conteúdo dentro da caixa – o produto – e sim o nomeia por fora.
Então, neste campo de experiência, para obter êxito e um bom desempenho da personalidade, é fundamental que o indivíduo reconheça a sua singularidade e atue segundo ela. Deve ser explícito. Aqui não tem nada a esconder (ainda).
Nesse estágio da personalidade, quanto mais aparentar e manifestar-se, quanto mais visível, mais correto estará. Todos os comportamentos que permitem a expressão clara e explícita da Individualidade são acertados. Todos os procedimentos que a inibam são incorretos. Se mudarmos a etiqueta da embalagem, confundindo assim o consumidor, teremos um problema grave de imagem: aparentar alguma coisa muito diferente do que se é.
Deveríamos ter já uma certa noção de quem se vai encontrar, ao nos depararmos com alguém. Esta é uma área de experiência que tem a ver com a imagem do individuo.
É a primeira coisa que ele mostra, de fora para dentro, e a última, de dentro para fora. Por exemplo, se você está em uma torcida de futebol e vestindo a camisa do Flamengo, está mostrando que é um torcedor desse time. Não está ali para enganar ninguém. É facilmente percebido e visivelmente identificado por isso. Agora, se você veste a camisa do Vasco mas é realmente torcedor do Fluminense, e está sentado na torcida do Botafogo no jogo Olaria e Corinthians, esperando que no fundo os outros percebam quem você realmente é, simplesmente você não será identificado. A menos que haja um vidente na torcida!
Temos neste caso um problema de imagem – que não revela, não corresponde, não se alinha com o resto da personalidade – e todas as conseqüências decorrentes disto, como, por exemplo, passar por uma pessoa que não se é, ser mal interpretado, receber respostas frustrantes e inadequadas para as suas ações ou, ainda, passar despercebido.
Não só é importante ser identificado e reconhecido como também é necessário, justo e correto ser percebido. Notado. Se acontece, por exemplo, de irmos cem vezes ao mesmo lugar e ninguém sabe o nosso nome, quem somos ou se estivemos lá, nesta área de experiência não é uma qualidade.
Todo mundo tem uma aparência e uma imagem cuja função é mostrar e refletir algo. Caso fosse suprimida essa embalagem, seria muito mais difícil identificar a pessoa. Tudo que salta aos olhos é que nos faz reconhecer alguém de imediato e notar sua presença. Esta impressão não pode ser algo insignificante. Se o fosse, a pessoa passaria despercebida em meio ao papel de parede, ao tecido da cortina e incógnita em meio a outras pessoas.
Misturar não é uma boa conduta para este estágio de personalidade, onde estamos afirmando a singularidade: “Desculpe, eu não vi que estava aí. Você chegou tão caladinha que nem percebi.” Se isso ocorre frequentemente com você, deve fazer um exame sério para ver o que está acontecendo.
Como no exemplo dos produtos na prateleira que dei no início do livro, sem singularidade, é como se fosse um vidro de mertiolate guardado em uma caixa de antiácidos.
Só por engano, uma pessoa ou uma situação que poderia lhe beneficiar o achariam. Eu diria que você está enganando o próprio destino. Ele está à sua procura, mas não o encontra porque não sabe onde você está escondido. Estamos diante de um problema que chamamos falta de impressão.
A primeira atitude – chave para esse campo de experiência é a transparência: não se esconde o que se veio mostrar.
A segunda é a singularidade: não se imita algo que é para ser próprio e pessoal.
As faculdades da alma afins com a Experiência de Singularidade e Separatividade têm a ver com clareza, transparência e consciência de si.
Assumir riscos por si mesmo é algo próprio e adequado. Ser o que se é, assumir quem se é. Falar por si mesmo. Saber de si. Saber distinguir-se de todo o resto que não seja você: “Esse não é como aquele, cada um é do seu jeito.”
Todos esses preceitos são próprios e acertados para um bom desempenho.
Idealmente deveríamos possuir a tonicidade que uma imagem vigorosa sempre emite. É isso que defende a nossa integridade física e territorial e impede que o galo do vizinho cante no nosso galinheiro. A falta de tal atitude faz com que sejamos, desrespeitados, porque não somos temidos e, em última instância, podemos ser de fato atacados e agredidos.
Um comportamento equivocado pode despertar algo de sádico no outro.
Marcar posição, delimitar e salvaguardar o espaço do “eu”, do que lhe é próprio. A autodefesa, inclusive física, a defesa territorial do “eu” e do espaço vital também são atitudes acertadas.
A autoridade sobre si mesmo e a automotivação são sentimentos que estimulam a atitude ideal nesse campo. Representam as condições ideais para se promover o processo de individualização tão caro à realização da singularidade.
Vigorosamente, autenticamente, espontaneamente, enfaticamente, expressivamente, transparentemente são advérbios que casam muito bem com as atitudes próprias desta área. Trata-se também de uma perfeita ressonância entre forma e conteúdo.
Ambigüidade, disfarce, artifícios, duplas mensagens são atitudes que devem ser descartadas, para não comprometer um bom rendimento.
Os significados que descrevem essas experiências pedem o mapeamento de energias ativas, dinâmicas e motivadoras. Não cabe, em relação à marca de singularidade, um temperamento apático, desinteressado, desmotivado, indiferente, ou seja, indiferenciado. Não se pode ser  qualquer coisa, ter uma atitude de “tanto faz para mim ser uma coisa ou outra”, “eu serei o que for melhor para alguém, ou o que Deus quiser.” Ao contrário, você deve pensar: não, esta área me pertence, diz respeito somente a mim e preciso desenvolvê-la até o ponto de singularizar as características próprias do meu eu. Enfatizá-las e expressá-las energicamente, até não confundi-las com mais nada e com mais ninguém. Aqui, tenho um eu e direito a ele.
Faça investimento em si próprio, automotive-se, atue na área que diz respeito à sua própria e à sua própria vida. Esta é a atitude adequada.
Tudo aquilo que lhe diz respeito, e só a você, não pode ser feito a não ser por você. Note que quando pedimos para alguém fazer algo por nós, em nosso lugar, sendo isso do nosso interesse e benefício pessoal, por mais que o outro se esforce, o empenho não será o mesmo. A energia, a qualidade da energia não será a mesma. O retorno, o índice de acertos não será o mesmo. A energia, o esforço, a atenção que dispenso às coisas que me dizem respeito não serão os mesmos em relação àquilo que diz respeito ao outro.
Não se trata de egoísmo. É assim que funciona. A energia do “eu” é bastante problemática, pois quem deveria estar empenhado para realizar as coisas é o eu, e não o outro. Você vai sempre se empenhar para que seus próprios interesses venham em primeiro lugar e vai colocar sua energia mais vigorosa e ativa nisto. Não tem a mesma força fazer para o outro o que só interessa ao outro. Um eu passivo, ausente, desinvestido das questões que dizem respeito a si próprio não vai funcionar.
É desumano pedir, esperar ou cobrar de alguém que tire de si – do espaço que lhe cabe ao auto investimento – uma cota para o desempenho que cabe ao outro executar, como se fosse o outro. Acabamos exaurindo a pessoa que está fazendo isso e não nos beneficiamos. Tiramos do outro e não levamos nada! E isso é uma lei, é desperdício da economia energética: “quero que você faça o esforço por mim, que não sou capaz de fazer por mim, com as qualidades e características que você usa para si.” Isso não existe!
Não precisamos ter medo de com isso nos tornarmos egoístas e individualistas. Nem estou aqui defendendo esta tese. Haverá muitas outras áreas da vida onde colaboração, altruísmo e doação serão virtudes exemplares, mas não nesse momento. Agora precisamos de um eu.
Independência é outro grande atributo das experiências desse setor da personalidade. Ser independente dos outros, independente das circunstâncias, independente do que se passa à minha volta. Independente do externo a mim. Independente disto tudo, tem o eu! Este não pode estar permanentemente refém das circunstâncias e do externo a ele. E muito menos ser confundido com isto. Há que se ter o mínimo de autonomia!
Independência significa estar fora, um pouco deslocado do ambiente e das circunstâncias nas quais estamos inscritos. Quando se consegue recortar esse eu, deslocando-o de uma determinada situação, está se caminhando para um bom desenvolvimento da personalidade nesse setor. Por exemplo, fulano brigou comigo... mas, eu não tive culpa... não provoquei o que aconteceu e não sou responsável pelo estado de espírito dele. Foi algo que aconteceu comigo, mas independe de mim.
Estou procurando emprego e o mercado de trabalho está nesse momento recessivo. Isso pessoalmente em nada me desabona. Independente da atual condição do mercado – externo a mim – mantenho as minhas qualidades e as mesmas características profissionais. Eu sou hoje a mesma pessoa de ontem... mesmo que “pego” por uma demissão. Certa vez o ator Anthony Quinn fez uma deliciosa piada a este respeito quando em seu livro Tango Solo escreveu: “... os bons papéis não me encontravam por motivos próprios deles”.
A capacidade de me auto – referenciar, a qual discrimina as coisas que dependem só de mim mesmo, do meu eu, das minhas qualidades, da minha atenção, é uma boa indicação de uma atitude correta nesta área de experiência. No que concerne a mim mesmo, isso é, àquilo cujo retorno vier a beneficiar ou prejudicar só a mim mesmo, o aconselhável – o que aumenta o índice de acertos – é não consultar ninguém, mas ouvir a si mesmo, auto – referenciar-se!
Por mais que o outro me aconselhe, vai sempre falar por ele, porém o risco tem que ser só meu. Não posso fazer algo por mim com base no que o outro faz ou deixa de fazer por si. Não é hora de se unir, mas de separar-se, distinguir-se. Situações anuladoras ou dissipadoras do “Eu” não são muito favoráveis nesse Estágio.
O corpo físico vai funcionar como um suporte importante à personalidade neste campo de experiência. Um corpo físico fraco, doente, debilitado, desgastado, pode não ser competente para levar a cabo todo o processo de afirmação da individualidade. Há que se ter vigor, energia, vitalidade e saúde para se expor e para garantir a marca de individualidade da personalidade. Ninguém é obrigado a ser belo, atraente, sedutor para resolver bem este campo de experiência. Mas tem que se ter luz, ser capaz de irradiar alguma energia, algum vigor, algum carisma, e de cuidar e zelar pela sobrevivência deste corpo que sustenta o eu.
Há que se poder olhar para uma pessoa e perceber que mora alguém ali.
Tudo que se faz por si mesmo, do seu próprio jeito, em sintonia consigo mesmo, anuncia, clareia aquilo que se é, irradiando, brilhando e iluminando. Ninguém murcha ou fenece realizando o processo de ser o que se é, de ir em direção à própria individualidade, contando consigo mesmo, assumindo seus próprios riscos, defendendo seus passos de atuação de forma independente. Ninguém se exaure energeticamente ou se enfraquece porque se assumiu diante da própria vida e correu os riscos para afirmar sua própria personalidade. O resultado pode até não dar certo, mas o “eu” sai revigorado, e a auto estima, fortalecida. É assim que se realiza a experiência que corresponde a essa área da vida, promovendo o desenvolvimento da personalidade e aumentando os índices de acertos nesse setor.
“Eu espero que as coisas aconteçam, que os outros se lembrem de mim, que as circunstâncias melhorem, que alguém faça por mim a cota que me cabe fazer. Não me importo que alguém invada o meu território pessoal, decida por mim, mande em mim e diga o que é bom para mim. Não ligo para aquilo que me diz respeito e me inclui. Eu não me importo de não ser eu mesma e de fazer de conta que sou outra. Eu espero que, por mágica, aconteça algo que cabia a mim fazer.”
Essas são atitudes que não colaboram para o exercício da singularidade.
O exercício da singularidade é a fração da vida que cabe ao indivíduo fazer, está sob sua jurisdição, depende de sua autonomia, livre arbítrio e independência.
Cuidados e asseguramento do corpo, decisão pessoal, consultar a si mesmo e vontade própria são atitudes adequadas nesse caso. E é bom mesmo ter bastante vontade, pois é dela que vai precisar para fazer tudo o que depende só de você. Você não pode ter vontade pelo outro, e nem o outro pode ajudá-lo com toda a vontade dele, se o que falta é a sua.
Igualar-se, comparar-se, anular-se, negar-se, imitar, ver a si mesmo pelos olhos dos outros são atitudes que não contribuem para um bom desenvolvimento desta experiência.
Uma pessoa que não se identifica consigo mesma está o tempo todo tentando colar na identidade alheia, está bem longe das atitudes indicadas para essa área.
“Preciso assumir as qualidades que me tornam singular e torná-las luminosas até que fiquem visíveis, salientes, transparentes. Até que qualquer um as veja. Sou isso, tenho autoridade sobre isso. Sou claro a respeito disso, é isso que me torna a pessoa particular que eu sou.”
O “eu” não é o que acontece a ele, não é o outro, não é o que está fora dele. Uma pessoa com um bom desenvolvimento da personalidade neste estágio sabe separar tudo o que acontece a ela do que ela é, não se identificando aleatoriamente com tudo o que se passa a sua volta.
Um “eu” bem recortado também é capaz de identificar quando a responsabilidade do que lhe acontece é resultado de uma ação sua e lhe diz respeito. Aquele cuja “culpa” do que lhe acontece nunca é sua, também tem um mau desempenho nesta área de experiência.
Quando ficamos profundamente afetados o tempo todo com as coisas que nos acontecem, com as pessoas com as quais lidamos, estamos caindo num problema de identificação excessiva. Se você acha que tudo diz respeito a você ou que o que os outros fazem tem a ver pessoalmente com você, esse comportamento pode desencadear problemas persecutórios na personalidade e há indícios de má formação no processo de singularidade.
Personalidades que se justificam o tempo todo sobre tudo o que lhes acontece, sempre se eximindo da responsabilidade, também têm um problema de desenvolvimento da personalidade neste estágio. Superestimar ou subestimar os passos do “eu”, fazer pelos outros o que não se faz por si mesmo, culpar os outros pelas próprias falhas, delegar a terceiros o que é de sua competência são atitudes problemáticas para essa área.
Aqui é hora do solo e não da banda. Assim você vai conhecer o seu limite, o seu jeito, o que lhe agrada, o seu modo de ver as coisas. Atitudes enérgicas para consigo mesmo, firmes, desafiadoras, são as indicadas. Dizer a si mesmo que deve fazer, exercer autoridade sobre si, comando próprio, também são apropriados.
Ser fraco consigo mesmo e energético com o outro é uma completa troca de papéis. Emprestar a sua força sistematicamente para os outros e sonegar esta mesma força para si, é um dos piores boicotes que se pode cometer contra a meta da singularidade.
Não saber reconhecer que há algo que você pode fazer diante de alguma situação – quando há – é um sinal de baixo exercício de singularidade. A afirmação “Tudo nos falta quando nos faltamos” de Goethe pode ser bem inspiradora para o que estamos fazendo aqui.
Carecer de motivação própria e energia para a realização dos seus desejos, a não ser que alguém lhe dê isso, é outro sinal de que as coisas não vão bem nessa área. Já são raras as situações da vida em que temos poder de escolha, capacidade de decisão e espaço para atuar sobre os resultados; abrir mão disto é um crime contra a própria personalidade e gera um grande vazio existencial.
Ver a si mesmo pelo olhar do outro ou ver o outro a partir de si mesmo, é uma prova contundente de um “eu” mal individualizado. Se uma pessoa não tem uma individualidade bem marcada, não é nada em parte alguma, e projeta no outro aquilo que ela não é ou não pode ser.
(Marcia Mattos)

sábado, 10 de maio de 2008

Belos e sábios


*Mau será o dia do homem quando ele se tornar absolutamente satisfeito com a vida que está levando, quando não estiver mais eternamente batendo nas portas de sua alma um enorme desejo de fazer algo maior." Phillips Brooks




sábado, 22 de março de 2008

Anais Nin



"O ímpeto de crescer e viver intensamente,foi tão forte em mim, que não consegui resistir a ele. Enfrentei meus sentimentos. A vida não é racional! É louca e cheia de mágoa. Mas não quero viver comigo mesma. Quero paixão, prazer, barulho, bebedeira, e todo o mal. Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar em corpos,beber um Benedictine ardente. Quero conhecer pessoas perversas, ser íntima delas. Quero morder a vida, e ser despedaçada por ela. Eu estava esperando. Esta é a hora da expansão, do viver verdadeiro. Todo o resto foi uma preparação. A verdade é que sou inconstante,com estímulos sensuais em muitas direções. Fiquei docemente adormecida por alguns séculos,e entrei em erupção sem avisar."

Luis Fernando Veríssimo



"Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez, é a desilusão de um "quase". É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. Aresposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,o mar não teria ondas,os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma,apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando,fazendo que planejando,vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo,quem quase vive já morreu!!!"

A Pessoa Errada - Luis Fernando Veríssimo



"Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar, é na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho: chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.Mas nem sempre precisamos das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira.A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lagrimas, essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar toda a vida esperando você.A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa, nada aqui é certo. O certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, pensando, agindo, querendo e conseguindo. Só assim, é possível chegar aquele momento do dia em que a gente diz: "Graças a Deus, deu tudo certo!", quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que a gente encontre a pessoa errada, Para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente.Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução."

domingo, 3 de fevereiro de 2008

A Mulher Selvagem - (Ricardo Kelmer)



Nesta crônica quero fazer uma homenagem a um tipo especial de mulher. Eu a chamo de mulher selvagem. Sua beleza é arisca, arredia aos modismos. Ela encanta por um não-sei-quê indefinível... mas que também agride o olhar. É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha. E não deixou o endereço. A mulher selvagem em quase tudo é uma mulher comum: pega metrô lotado, aproveita as promoções, bota o lixo para fora e tem dia que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um frescor de liberdade. E também dá arrepios: você tem a impressão de que viu uma loba na espreita. Você se assusta, olha de novo... e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim. É ela, a mulher selvagem. A sociedade tenta mas não pode domesticá-la, ela se esquiva das regras. Quando você pensa que capturou, escapole feito água entre os dedos. Quando pensa que finalmente a conhece, ela surpreende outra vez. Tem a alma livre e só se submete quando quer. Por isso escolhe seus parceiros entre os que cultuam a liberdade. E como os reconhece? Como toda loba, pelo cheiro, por isso é bom não abusar de perfumes. Seu movimento tem graça, o olhar destila uma sensualidade natural - mas, cuidado, não vá passando a mão. Ela é um bicho, não esqueça. Gosta de afago, mas também arranha. Repare que há sempre uma mecha teimosa de cabelo: é o espírito selvagem que sopra em sua alma a refrescante sensação de estar unida a Terra. É daí que vem sua beleza e força. E sua sabedoria instintiva. Sim, ela é sábia pois está em harmonia com os ritmos da Natureza. Por isso conhece a si mesma, sabe dos seus ciclos de crescimento e não sabota a própria felicidade. Como todo bicho ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Riponga do mato, Gabriela brejeira? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias paquera aquele pretinho básico da vitrine. E adora dançar em noite de lua. Ah, então é uma bruxa... Talvez, ela não liga para rótulos. Sabe que a imensidão do ser não cabe nas definições. Mulheres gostam de fazer mistério. Ela não, ela é o mistério. Por uma razão simples: a mulher selvagem sabe que a vida é uma coisa assombrosa e perfeita e vive o mais sagrado dos rituais. Ela sente as estações e se movimenta de acordo com os ventos, rindo da chuva e chorando com os rios que morrem. Coleciona pedrinhas, fala com plantas e de uma hora para outra quer ficar só, não insista. Não, ela não é uma esotérica deslumbrada mas vive se deslumbrando: com as heroínas dos filmes, aquela livraria nova, o CD do fulano... Ela se apaixona, sonha acordada e tem insônia por amor. As injustiças do mundo a angustiam mas ela respira fundo e renova sua fé na humanidade. Luta todos os dias por seus sonhos, adormece em meio a perguntas sem respostas e desperta com o sussurro das manhãs em seu ouvido, mais um dia perfeito para celebrar o imenso mistério de estar vivo. Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher selvagem ainda sobrevive em todas as mulheres mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu. Felizmente algumas lembraram. Foram incompreendidas, sim, mas lamberam suas feridas e encontraram o caminho de volta à sua própria natureza. Esta crônica é uma homenagem a ela, a mulher selvagem, o tipo que fascina os homens que não têm medo do feminino. Eles ficam um pouco nervosos, é verdade, quando de repente se vêem frente a frente com um espécime desses. Por isso é que às vezes sobem correndo na primeira árvore. Mas é normal. Depois eles descem, se aproximam desconfiados, trocam os cheiros e aí... Bem, aí a Natureza sabe o que faz.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Aplausos!


Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: Você tem experiência? A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso por sua criatividade, sua poesia e, acima de tudo, por sua alma revelar a verdadeira experiência.



“Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas Sentindo falta de uma só.Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei queera para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?'.Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência. Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: 'Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?'”

domingo, 30 de dezembro de 2007

Coração


"Ninguém vive pela metade. O espaço de vida de cada um é o que cada qual tem de inteiro. Se dura vinte ou cinqüenta anos, não faz diferença. O que conta é que uma vida é uma vida. Não existe meio amor, meia felicidade, meia saudade. Todo sentimento por si só é inteiro. Ou a gente é feliz ou não é; ou ama, ou não ama; ou quer, ou não quer. Quando amamos, dúvida não existe; se queremos realmente, dúvida não existe; se somos felizes... cadê o espaço pra infelicidade, se a felicidade toma conta de tudo?!
Então, se você se sente nesse meio caminho, talvez seja o momento de parar e refletir um pouco na sua existência. A vida é inteira, mas não temos a vida inteira para decidirmos vivê-la intensamente. Temos o agora. Há quem diga que pelo fato de ser jovem ainda tem tempo. Mas quem, além de Deus, sabe dizer a medida da vida de cada um? Perdemos preciosos minutos no nosso hoje com a idéia que amanhã as coisas acontecerão e que podemos esperar.
Quando começamos a medir e pesar nossos sentimentos, não vamos a lugar nenhum. Haverá sempre uma luta cerrada entre o coração que quer viver e a razão que mede conseqüências. Medindo dificuldades, não fazemos nada. Se devemos medir alguma coisa, devem ser então as possibilidades. Aí sim estamos no caminho certo. Para os pessimistas uma pedra é um estorvo, para os otimistas é um pedacinho do alicerce da própria vida. O segredo está no olhar com que cada um vê as situações.
Só enfrentando os medos e o desconhecido é que conseguiremos viver de forma inteira essa vida que se oferece a nós em pedaços. Ninguém disse que não há riscos. Mas não é melhor arriscar do que viver o restante dos nossos dias na infelicidade de se perguntar o que teria sido se tivéssemos tentado? Quando fizer alguma coisa, faça com inteireza de coração. Ame totalmente, ria totalmente, faça de tudo um todo.
A vida é bela demais para ser deixada em suspenso. O amor é bom demais para que possamos vivê-lo em pequenas partes, sem que o tornemos real e possível. Tente viver com a metade do seu coração e veja se consegue... difícil ser feliz sem ser completo. Impossível ser completo parado num caminho de indecisões. O coração talvez não seja o melhor conselheiro. Mas é o que nos mantém vivos e que está sempre junto, sempre ligado a nós. Deixe, pelo menos uma vez, que ele fale mais alto..."
(Letícia Thompson)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Se for...




"Se for para esquentar, que seja o sol;
Se for para enganar, que seja o estômago;
Se for para chorar, que seja de alegria;
Se for para mentir, que seja a idade;
Se for para roubar,que se roube um beijo;
Se for para perder,que seja o medo;
Se for para cair,que seja na gandaia;
Se existir guerra, que seja de travesseiros;
Se existir fome,que seja de amor;
Se for para ser feliz, que seja o tempo todo!!"
Mário Quintana

domingo, 26 de agosto de 2007

A corrida - Autor desconhecido



Há alguns anos atrás, nas Olimpíadas Especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos, com exceção de um, que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar.
Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então eles viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: "Pronto, agora vai sarar". E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos. E as pessoas que estavam ali, naquele dia, continuam repetindo essa história até hoje. Porque? Por que, lá no fundo, nós sabemos que o que importa nesta vida é mais do que ganhar sozinho. O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso.

domingo, 5 de agosto de 2007

Viagem para dentro de si


Hoje existem edifícios mais altos e estradas mais largas, porém temperamentos pequenos e pontos de vista mais estreitos.
Gastamos mais, porém desfrutamos menos.
Temos casas maiores, porém famílias menores.
Temos mais compromissos, porém menos tempo.
Temos mais conhecimentos, porém menos discernimento.
Temos mais remédios, porém menos saúde.
Multiplicamos nossos bens, porém reduzimos nossos valores humanos.
Falamos muito, amamos pouco e odiamos demais.
Chegamos à Lua, porém temos problemas para atravessar a rua e conhecer nosso vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, porém não o interior.
Temos dinheiro, porém menos moral . . .
É tempo de mais liberdade, porém de menos alegrias . . .
Tempo de mais comida, porém menos vitaminas...
Dias em que chegam dois salários em casa, porém aumentam os divórcios.
Dias de casas mais lindas, porém de lares desfeitos.
Por tudo isso, proponho que de hoje e para sempre . . .
Você não deixe nada "para uma ocasião especial ", porque cada dia que você viver será uma ocasião especial.
Procure “Deus”, conheça-o.
Leia mais, sente na varanda e admire a paisagem sem se importar com as tempestades.
Passe mais tempo com sua família e com seus amigos, coma sua comida preferida, visite os lugares que ama.
A vida é uma sucessão de momentos para serem desfrutados, não apenas para sobreviver.
Use suas taças de cristal, não guarde seu melhor perfume, é bom usá-lo cada vez que sentir vontade.
As frases: " Um desses dias ", " Algum dia ", elimine-as de seu vocabulário.
Escreva aquela carta que pensava escrever " Um desses dias ".
Diga a seus familiares e amigos o quanto os ama.
Por isso não protele nada daquilo que somaria à sua vida sorrisos e alegria.
Cada dia, hora e minuto são especiais . . . e você não sabe se será o último . . .

Desejo - Victor Hugo



"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,

Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.

Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,

Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,

Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,

Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,

Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,

Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,

Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,

Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,

Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,

Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,

Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,

Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,

Não tenho mais nada a te desejar".

domingo, 20 de maio de 2007

Pai Nosso em Aramaico



É desta oração (Pai Nosso em Aramaico) que derivou a versão atual do "Pai-Nosso", a prece ecumênica de ISSA (Jesus Cristo). Ela está escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém / Palestina, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus.
O aramaico era um idioma originário da Alta Mesopotâmia, (séc. VI a.c.), e a língua usada pelos povos da região. Jesus sempre falava ao povo em idioma aramaico. A tradução direta do aramaico para o português, (sem a interferência da Igreja), nos mostra como esta oração é bela, profunda e verdadeira...



"Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos! Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho, respirando apenas o sentimento que emana do Senhor...
...Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas. Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades... Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento......Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza. Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
QUE ASSIM SEJA”

terça-feira, 27 de março de 2007

Luís Fernando Veríssimo



Conto de Fadas para Mulheres do Século 21



Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: Nem morta!